Amazónia em seca, biodiversidade em risco

Imagem: Investigador analisa a carcaça de um golfinho da Amazónia que morreu devido às altas temperaturas das aguas do lago Tefé em 2023. Foto de Miguel Monteiro/ Instituto Mamirauá, fonte: Mongabay

Foi publicado recentemente o artigo científico “Vegetation Warming and Greenness Decline across Amazonia during the Extreme Drought of 2023” (Aquecimento e declínio da vegetação na Amazónia durante a seca extrema de 2023) na revista científica “Remote Sensing”. O artigo foi redigido em co-autoria com elementos do Núcleo de Observação da Terra (NOT) do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Isabel Trigo e Vitor Miranda, e investigadores da Univesitat de València (Espanha), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil), entre outros. 
 
Neste trabalho é analisado o impacto de condições extremas de stress térmico e hídrico na vegetação na Amazónia, recorrendo a dados de reanálises e a observações a partir de satélite. 

A Amazónia ocupa cerca de metade da área das florestas tropicais do planeta e desempenha uma função chave nos ciclos da água e do carbono. É também uma das regiões da Terra com maior biodiversidade. A floresta tropical da Amazónia tem experienciado várias secas severas nas últimas duas décadas que impactam na capacidade de absorção do dióxido de carbono, assim como reduz a biodiversidade, ao isolar as populações de animais a um nível anormalmente baixo dos rios e aumentando a sua mortalidade, além de potenciar o risco de incêndios florestais, que também contribui para a perda da biodiversidade.    

Dado o interesse alargado desta temática, a editora realizou vídeo de 4 minutos com um resumo dos principais resultados deste artigo. 

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